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domingo, 14 de novembro de 2010

0 5 maneiras de lidar com os ciúmes de forma positiva


Já todos passamos por situações ciumentas ou cenas de ciúmes – algumas partilhadas com o companheiro(a), outras sofridas em silêncio. O ciúme é um sentimento inato à natureza humana e, embora seja quase sempre conotado negativamente, existem formas positivas de lidar com os ciúmes.
1. Ciúmes = Amor

Observar o seu namorado(a) a conversar com outra mulher ou homem extremamente atraente pode facilmente despoletar sentimentos de ciúmes… e ainda bem! Talvez fosse pior se não sentisse nada! Ao verificar que outra pessoa possa sentir-se atraído pelo seu companheiro(a) e ver que essa reação se transforma numa pontinha de ciúmes, está a validar o seu amor por ele ou por ela, o orgulho que tem em estar com essa pessoa e a vontade que tem de a relação continuar a dar certo. Isso é extremamente positivo, por isso, porquê deixar que os ciúmes se transformem em algo negativo como uma cena ou discussão desagradável?
2. Ciúmes = Mais empenho na relação

Já alguma vez pensou que os ciúmes que sente cada vez que o seu parceiro fala de uma certa colega de trabalho ou quando a sua namorada vai tomar café com aquele amigo podem ser um indicador de que falta algo na vossa própria relação? Talvez gostasse que ela o convidasse para ir tomar um simples café de vez em quando? Talvez gostasse de ter o tipo de conversas que ele tem com a colega do escritório? Transforme os ciúmes em mais empenho e dedique-se mais à sua relação, começando por comunicar as suas necessidades ao seu companheiro(a) e pedindo que ele/ela faça o mesmo.
3. Ciúmes = Autoestima

Os ciúmes não só criam sentimentos de frustração, raiva e insegurança no seio de um casal, como podem abalar a nossa própria autoestima: não sou tão bonito, inteligente, feliz ou confiante como essa pessoa com quem ele/ela está a conversar e a divertir-se imenso. Evite que os ciúmes se transformem em ataques negativos a si próprio – não se deite abaixo! Em vez disso, aproveite esse ataque ciumento para se auto-motivar e mude aquilo que quer mudar em si, seja o corte de cabelo, a forma como se veste ou o regresso ao ginásio. Independentemente do tipo de ciúme, utilize-o como um incentivo para cuidar mais de si, para crescer e ser uma pessoa melhor – quer seja a nível físico, mental ou espiritual.
4. Ciúmes = Quebrar rotina

É inevitável – uma relação de longa data torna-se, em alguns momentos, monótona e sem aquela chama da paixão inicial. Aproveite a intensidade e o “fogo” desses ciúmes para quebrar a rotina da própria relação – afinal de contas, é consigo que ele/ela (ainda!) está! Não dê motivos para o seu parceiro(a) andar à procura de outro tipo de divertimento, pois, se ele/ela tiver tudo o que precisa em casa, dificilmente voltará a sentir um ataque de ciúmes monumental. Porém, para garantir isso, uma relação tem de ser acarinhada diariamente e isso passa, em grande parte, por fugir à rotina.
5. Ciúmes = Gestos de carinho

Quem se sente amado, acarinhado e sexualmente satisfeito, dificilmente sente aqueles ciúmes avassaladores, porque está bem e sente-se seguro na sua relação. Mas, se tiver um ataque ciumento, isso não poderá ter na sua base a falta de carinho? E será que a outra pessoa não estará a sentir exatamente a mesma coisa? Uma relação saudável necessita de carinho físico e verbal, de forma contínua, e de ambas as partes. Transforme os ciúmes em gestos de carinho, em palavras positivas e crie mais amor na sua vida a dois. Quanto aos ciúmes? Nem vê-los.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

3 6 coisas que despertam ciúmes nas mulheres


Nenhum homem é de ferro… e as mulheres também não. Os ciúmes aparecem quase sempre em torno dos mesmos motivos e ameaçam deixar qualquer mulher à beira de um ataque de nervos. Saiba o que pode transformar a bela em monstro…

1. As saídas com os amigos. Um dos principais instigadores de ciúmes no sexo feminino é, sem dúvida, as saídas dele com os amigos – parece que há sempre tempo para os amigalhaços, mas nunca para a namorada; parece que só com os amigos é que os homens se conseguem divertir ou fazer programas engraçados. Pior do que isso, é pensar que, todos os juntos, não devem fazer outra coisa se não atrair e manter as atenções de outras mulheres.
2. Mulheres à solta. Já tínhamos referido as mulheres que sozinhas, em grupos de três ou em multidão, são o maior inimigo de qualquer mulher ciumenta, cujo maior medo é perdê-lo para outra. E os ciúmes nesse campo podem dever-se a qualquer coisa (inocente ou nem tanto), uma vez que as mulheres não suportam que o seu parceiro olhe, fale, ajude, comente ou toque outra mulher que não ela.
3. A mãe dele. Se há alguma mulher que consegue bater todas as mulheres em termos de provocar ciúmes, é a mãe dele. Para além de uma ligação especial e inquebrável, ele será sempre “o seu menino” e nunca haverá uma menina que realmente o mereça. As mulheres ciumentas não suportam isso e os longos telefonemas ou os recados dados de soslaio à mesa do jantar (sem ele ouvir) são mais do que suficiente para soltar o “monstro verde”.
4. Comparação com outras. É verdade que as mulheres são o tema dominante no que toca a provocar ciúmes no sexo feminino e se o homem passa a vida a comparar a sua mulher com outras, pior. Dizer coisas como “devias maquilhar-te mais como a Ana” ou “porque é que não te inscreves no ginásio onde anda a Filipa, ela está muito em forma”, vai acordar o lado ciumento de qualquer mulher, não só porque há uma chamada de atenção para o seu aspecto físico, mas porque ele anda a apreciar outras – provavelmente amigas, primas ou colegas de trabalho. Cuidado com as comparações, mesmo as mais inocentes.
5. Trabalhar até tarde? Se um homem começa a usar várias vezes seguidas a desculpa “tenho de trabalhar até tarde” porque não pode ir jantar ou ao cinema com a sua namorada, o mais certo é um ataque de ciúmes. “Agora o trabalho é mais importante do que eu?”, “Será que ele está realmente no escritório?”, “Talvez esteja a ter um caso com uma colega de trabalho”… serão os pensamentos dominantes das mulheres mais ciumentas.
6. Súbito interesse no visual. Quando, de um dia para o outro, um homem muda de penteado, renova o guarda-roupa ou inscreve-se no ginásio, uma mulher desconfia e não consegue esconder uma pontinha de ciúmes. “Será que é para mim ou para outra?” vai ser a questão mais óbvia e o ponto de partida para uma corrente de ciúmes que podem levar a acções como verificar as chamadas e SMS do telemóvel, segui-lo ou aparecer de “surpresa” no escritório ou no local onde costuma almoçar.

0 7 formas de controlar os ciúmes


Não há relação amorosa no mundo que não tenha sido ou que não será, num momento ou noutro, abalada pelos ciúmes de um dos elementos do casal. Faz parte da natureza humana e parece, quase sempre, mais forte do que nós, porém, não é. Ou seja, controlar os ataques de ciúmes é mais fácil do que imagina e vale a pena o esforço – a bem da sua sanidade mental e a bem do amor entre o casal… caso contrário, pode ser o início do fim de qualquer relação.

1. Aprenda com o passado. Fazemos e reconhecemos os erros do passado para não voltar a cometê-los, nem no presente, nem no futuro, por isso, se o facto de ser ciumento já vem de trás, está na altura de o travar. Se os ciúmes já prejudicaram uma ex-relação, corre o risco disso voltar a acontecer. Será que esses ataques de ciúmes não estarão na base de uma vida amorosa atribulada? Ninguém quer viver uma relação assim, até porque não resolve nada, antes pelo contrário.
2. Evite fazer filmes. Quem é ciumento tem a tendência de deturpar a realidade, ou seja, um pequeno gesto ou palavra é o suficiente para despertar os ciúmes mais loucos o que, por sua vez, desencadeia um verdadeiro “filme” na sua cabeça. É importante não deixar que a sua imaginação fomente os ciúmes de uma coisa que pode nem ser real. As pessoas mais ciumentas precisam de aprender a distinguir a realidade da ficção, simplesmente porque nem tudo o que parece é.
3. Não exagere. Rodado o “filme”, os mais ciumentos têm a tendência de passar para a acção – discussões, acusações, vitimizações, agressões verbais e até físicas podem fazer parte de um ataque de ciúmes. Se deve pensar sempre duas vezes antes de reagir a qualquer provocação, no caso dos ciúmes, pense três. Será que vale realmente a pena?
4. Segunda opinião. Nem todas as pessoas sabem lidar bem com os ciúmes, até porque essa é uma emoção que faz parte da natureza humana. Se é o seu caso e em vez de fazer cenas lamentáveis – e sobre as quais se vai arrepender mais tarde – procure um amigo(a) para desabafar as suas inseguranças e preocupações. É sempre bom ter a opinião de uma pessoa neutra, por isso, convide esse amigo(a) para sair convosco e peça-lhe para observar os vossos comportamentos e dizer da sua justiça: há ou não motivos para ciúmes? Lidou bem ou mal com a situação?
5. Respeito próprio. Quem sofre insistentemente com ciúmes tende a sentir-se com baixa auto-estima e auto-confiança porque ao sentir-se ameaçado com a possível perda do companheiro(a) culpa-se a si e desencadeia uma série de ataques pessoais: ou porque é muito gordo, magro, pouco interessante ou inteligente… Esse tipo de negatividade é uma chama para manter o espírito ciumento a arder, por isso, é necessário respeitar-se e fazer-se respeitar. Alguém que está extremamente seguro de si, não se sentirá ameaçado por o que quer que seja. Faça o que tiver de fazer para sentir-se sempre bem na sua pele.
6. Conversas a dois. A confiança e a comunicação representam o pilar de qualquer relação a dois e quando o primeiro é posto em causa, é preciso recorrer ao segundo, rapidamente. Em vez de fazer uma cena de ciúmes em frente aos amigos ou estragar aquela que estava a ser uma noite perfeita de regresso a casa no carro, respire fundo, analise a situação friamente e só depois (talvez até não seja má ideia dormir sobre o assunto) é que deve conversar com o seu companheiro(a). Sim, conversar e não confrontar ou gritar. Fale abertamente sobre aquilo que o incomodou e de como se sentiu. Certamente perceberá que afinal não foi nada e que não volta a acontecer ou melhor, a incomodá-lo.
7. Dê atenção à relação. Quem estar obcecado em seguir cada passo e palavra do seu parceiro(a) dificilmente terá tempo ou paciência para dedicar à relação em si. Mas afinal o objectivo de estarmos com outra pessoa não é para viver e sentir uma proximidade saudável e apaixonante? Para nos conhecermos cada vez melhor, para nos apoiar-nos e fazer planos para o futuro? Para nos divertirmos? Então porque é que está a perder o seu precioso tempo a dois com ciúmes infundamentados? Se se dedicar tanto ao fortalecimento da relação como dedica aos ciúmes, essa palavra deixará de fazer parte do seu vocabulário.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

6 Psiquiatra fala sobre os tipos de ciúme e os fatores mais comuns que desencadeiam este sentimento


Ciúme

Psiquiatra fala sobre os tipos de ciúme e os fatores mais comuns que desencadeiam este sentimento

Quem nunca sentiu ciúme de um namorado, amigo, familiar, objeto? É um sentimento que faz parte da nossa vida. Mas, existe um limite para este sentimento? Quando ele deixa de ser normal? Para responder essas e outras questões, o Portal Arca Universal entrevistou o professor e psiquiatra Geraldo Ballone, criador do site www.psiqweb.med.br e autor dos livros “Histórias de Ciúme Patológico e Da Emoção à Lesão” e “Psiquiatria e Psicopatologia Básicas”.

Por que sentimos ciúmes?

O sentimento de ciúme é natural no ser humano e em alguns animais, portanto, podemos dizer que o ciúme é um sentimento fisiológico e normal. Como acontece em tantos outros sentimentos, não existe uma explicação neurofisiológica relacionada ao ciúme.

Quais os tipos de ciúmes e as diferenças entre eles?

Temos três tipos de ciúme: normal, patológico e exagerado. O ciúme normal é um sentimento sadio e se relaciona ao cuidado e zelo para com algum objeto de ligação afetiva (algo ou alguém que mobiliza o afeto do sujeito, seja um animal doméstico, um amigo, irmão, pais e, finalmente, a pessoa amada). Este ciúme é protetor e não causa sofrimento, não é possessivo. O ciúme fica mais evidente quando o sujeito sente a ameaça de deixar de ser o principal interesse do outro.

O ciúme patológico não é apenas uma variação na quantidade do ciúme normal, mas também, e sobretudo, uma variação na qualidade desse sentimento. O ciúme patológico é aquele que causa sofrimento, tanto na pessoa ciumenta, quanto na pessoa objeto do ciúme. Trata-se de um sentimento desproporcional causado, desencadeado e agravado por situações irreais, fantasiosas e, nos casos mais graves, delirantes. O ciúme patológico é de autoria e responsabilidade exclusiva das pessoas ciumentas. Nasce e cresce nelas, e não é, como elas dizem, provocado pelas circunstâncias. As circunstâncias é que são deformadas pelo sentimento doentio do ciúme.

É importante não confundir ciúme patológico com ciúme exagerado. No ciúme exagerado existe apenas uma variação na quantidade do sentimento e não em sua qualidade. O ciúme exagerado também pode causar sofrimento, mas não obrigatoriamente. Nesse caso, o ciumento sofre mais do que a pessoa objeto do ciúme. Isso acontece, na maioria das vezes, quando existe autoestima baixa, insegurança, depressão, falta de autoconfiança.

Quando ciúme pode se tornar doentio?

Em geral o ciúme patológico faz parte de um conjunto de traços da personalidade. Esse sentimento não aparece como sintoma isolado em uma pessoa absolutamente normal. Habitualmente encontramos na pessoa ciumenta outras características não-normais. Isso não quer dizer que todos ciumentos têm a mesma personalidade, mas sim que podemos encontrar ciúme patológico em vários tipos problemáticos de personalidade, como, por exemplo, nas pessoas com traços paranoides, impulsivos, chamados borderline, e assim por diante.

Como amenizar o ciúme?

Em se tratando de ciúme exagerado, existe tratamento, felizmente. O tratamento, via de regra, se faz com psicoterapia, geralmente do tipo cognitivo-comportamental, e farmacoterapia, em geral com antidepressivos. O objetivo do tratamento é normalizar a autoestima e a autoconfiança. Os resultados são excelentes. Os casos graves de ciúme patológico, infelizmente, são de difícil tratamento. É mais difícil ainda porque o paciente quase sempre não se reconhece como doente, uma vez que ele pode funcionar muito bem nas demais áreas da atividade humana (raciocínio, memória, inteligência, capacidade profissional, etc.). Aqui, a psicoterapia tem um impacto menor como tratamento, e os medicamentos mais úteis podem ter resultados variáveis, desde satisfatórios até mais acanhados.

Quem é mais ciumento, o homem ou a mulher? Existe diferença na forma como homens e mulheres sentem ciúmes?

Apesar de o ciúme ser um sentimento igualmente distribuído entre os seres humanos, antigamente o ciúme masculino era visto como uma espécie de “fraqueza”. Dessa forma, os homens ciumentos, com ciúme normal ou mesmo exagerado, escondiam esse sentimento ou dissimulavam através de outros comportamentos, como, por exemplo, excesso de opressão, implicância, rispidez, agressividade. Hoje em dia, o constrangimento machista tem diminuído sensivelmente e esses casos aparecem praticamente com igual proporção e com os mesmos sintomas entre homens e mulheres.

Quais os fatores mais comuns que desencadeiam o ciúme?

Não podemos esquecer que os sentimentos, inclusive o ciúme, são sempre de autoria da pessoa que os sentem, assim, as causas de ciúme normal ou exagerado estão na pessoa ciumenta. A autoestima baixa é a principal razão nesses dois tipos de ciúme. Isso pode desencadear crises. No ciúme patológico, a problemática psíquica mais complexa é a responsável e, para pessoas normais, as crises de ciúme parecem ser desencadeadas do nada.

Que conselho deixa para quem é ciumento?

Para quem é ciumento o melhor conselho é ter a humildade de aceitar que tem este problema e querer se tratar para melhorar a qualidade de vida própria e das pessoas que ama. Para as pessoas que sofrem com o ciúme de outro, o melhor conselho é a determinação de exigir que o ciumento se trate. Não é justo, não é lícito e não é moralmente aceitável que alguém promova a infelicidade e o sofrimento do outro.

Há algo que queira acrescentar sobre o tema?

Um esclarecimento importantíssimo é a correção do grande mito sobre o ciúme ser consequência do amor. Muita gente tenta justificar as atitudes insensatas dizendo ter agido assim por amor. O amor é um sentimento maravilhoso e caracterizado, principalmente, por desprendimento, compreensão, carinho e uma profunda vocação para fazer o bem à pessoa amada. O ciúme, por outro lado, pode proporcionar o mal, pode escravizar, aprisionar, oprimir, tolher a liberdade, ferir moral e fisicamente e muitas outras coisas ruins. O ciúme não depende das circunstâncias ou, se depende, é minimamente. Isso quer dizer que não é a outra pessoa que desperta o ciúme, mas sim a pessoa ciumenta é que o sente, por sua conta. O ciúme depende, quase que exclusivamente, da cabeça do ciumento. Ele é de sua autoria e inteira responsabilidade.

Por Elliana Garcia
 

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